Marketing

5 tendências de e-commerce para 2018

Aproveite os dias após a correria do fim de ano para planejar a estratégia do seu e-commerce focando nessas 5 tendências.

Amanda Pofahl

Latin American Market Expert
22/12/2017 · leitura de 4 min

O ano de 2017 não foi nada mal para a indústria do comércio eletrônico. Já há alguns anos que o segmento não para de crescer e mesmo os negócios iniciantes têm encontrado espaço para crescer em um mercado tão competitivo como o dos e-commerces. É bom continuar ligado no que em quais são as tendências de mercado para manter-se competitivo, melhorar sua força de vendas e antecipar necessidades.

Só pra dar uma ideia do volume de transações, ainda para o ano de 2017, espera-se que o setor movimente nada menos do que US$ 1,195 trilhão. Naturalmente, a concorrência tende a aumentar em setores com excelentes retornos, por isso, vamos dar uma olhada no que se espera que marque o ritmo do que é tendência do comércio eletrônico para o ano de 2018.

1. Big Data e Analytics

O conceito de Big Data e de Analytics transformaram todas as indústrias e colaboraram muito para que as indústrias pudessem transformar as toneladas de informações em negócios concretos e melhorias na prestação de seus serviços.

De fato, quase tudo que um usuário faz pode ser transformado em algum tipo de dado. Atualmente, são esses dados que ajudam o mercado digital a antecipar o comportamento dos usuários, fornecer soluções mais eficientes e otimizar (quando não automatizar) o atendimento ou agilizar a jornada de compras.

Neste sentido, as análises são pensadas para atender qualquer demanda dos clientes, proporcionar uma experiência altamente personalizada e também para identificar oportunidades e lançar promoções. Definitivamente, as informações coletadas estão pavimentando o caminho da implementação de uma nova cultura para lojas virtuais do mundo e também para o e-commerce no brasil, inclusive para quem vende de fora para cá.

Com análises assertivas, fica mais fácil saber onde e quando implementar ações de marketing personalizado que ampliem a força de vendas. Por exemplo, trabalhando em conjunto com um CRM orientado a vendas, espera-se que os resultados dos esforços do departamento comercial sejam ainda melhores.

2. Mobile no centro das atenções

Não é nenhuma novidade que quase todas as pessoas contam com algum dispositivo mobile à sua disposição. A quantidade de usuários que usam aparelhos desse tipo não para de crescer a passos largos. A média de tempo dedicado à navegação em notebooks e desktops não mudou muito entre 2010 e 2015, mas a do usuário mobile passou de aproximadamente meia hora para 2.4 horas, isso só nesse intervalo.

Para reforçar esta tendência em números, um dado fundamental: mais de 50% das vendas de comércio eletrônico agora são feitas via mobile e espera-se que o número aumente de forma contínua nos próximos anos. Ponto para o mercado do e-commerce e para o significativo impacto nos negócios on-line.

O aumento do comércio mobile será ainda mais intenso em 2018. De acordo com a Goldman Sachs, a participação do comércio eletrônico mobile será de aproximadamente US$ 626 bilhões, número mais do que significativo. Um dos gigantes do mundo das vendas também afirma que mais de 50% das visitas em sua página vem de dispositivos móveis.

3. Micro-Moments em alta

Quando um usuário está procurando informações sobre um produto ou mesmo buscando informações sobre seu uso, há momentos nos quais ele está mais inclinado a responder ativamente a um estímulo, os chamados micro-moments. O conceito foi desenvolvido pela Think with Google. Os chamados micro-momentos são uma das tendências de comércio eletrônico mais populares para 2018.

Os consumidores têm uma necessidade de gratificação imediata e de acesso constante a informações quando usam smartphones. Seria algo como eu quero...viajar, comprar, conhecer e a lista segue. Ponto para o mercado digital e seu potencial para atender a estes desejos na hora e lugar corretos.

Para satisfazer esta particular necessidade dos clientes, os e-commerces podem atuar com base nestas demandas efêmeras. Isso ajuda a antecipar com precisão as ações e tendências dos clientes, em outras palavras, mais força de vendas. As principais marcas já estão orientando suas ofertas no sentido de dar suporte a este tipo de busca.

4. Go Omnichannel

O multi-canal, ou mais conhecido como Omnichannel é a etapa mais recente do relacionamento com clientes. A princípio, tínhamos o single channel, com somente um canal. Logo, passamos para o multi-channel; depois, para o cross-channel (à diferença do multi, as mesmas informações são compartilhadas por todos os canais, sem importar por onde o usuário começou).

É preciso não confundir o Omnichannel com Cross-Channel. Sim, a lógica da fragmentação do atendimento ou processo de compra em vários canais sem que seja necessário reiniciar o processo ainda vale, mas, no omnichannel, o cliente não precisa necessariamente sequer estar ciente do meio pelo qual está tratando.

Por que fazer isso? Porque, no final das contas, quem está no centro da atenção de todos os esforços de um e-commerce é o usuário. Neste sentido, as ofertas, sequência do atendimento ao cliente ou qualquer outra interação possível deve saltar aos olhos do user antes mesmo de que ele solicite. No caso da oferta de produtos, podemos destacar os cookies que permitem exibir itens relacionados com as buscas anteriores dos potenciais clientes.

5. Pesquisas por reconhecimento de voz

Os softwares de reconhecimento de voz passaram por um enorme crescimento em termos de popularidade e até mesmo desejo dos usuários nos últimos tempos. As pessoas diretamente têm usado muito mais as soluções como Apple Siri, Amazon Alexa, Assistente do Google e etc em suas rotinas, e isso inclui as pesquisas de produtos.

Uma pesquisa recente da Go Marketing descobriu que cerca de 40% dos millennials já realizam pesquisas por meio de reconhecimento de voz quando estão em busca de algum produto em particular. O dado mais do que confirma a importância de adaptar-se a esta nova modalidade de compras.

Ou seja, hora de programar os Bots para trabalharem também com voz, além de resolverem questões pontuais e mais simples. Neste sentido, o que comentamos no início do artigo, relacionado a Big Data e Analytics podem complementar-se em uma estratégia que também inclua este tipo de entrada de info.

E agora?

Agora, é pensar o futuro como se fosse hoje. De fato, o que não faltam são estatísticas, informações, sinais de para onde se movem as tendências demandadas pelos consumidores. Basta ficar atento aos melhores canais de informação e, mais do que achismos, pautar as decisões em dados concretos que contribuam para alavancar a força de vendas de seu e-commerce.